— É, Alice... — sorriu Carlos. — Pelo menos a gente nunca vai morrer de tédio.
Era um domingo ensolarado no Rio de Janeiro, e Carlos esperava apenas uma coisa: paz. Ele tinha planejado um churrasco tranquilo com Alice, mas esqueceu do fator principal que residia no quarto de hóspedes (e em todos os outros cômodos da casa, simultaneamente): .
Isadir tomou um gole, fez uma careta e olhou para o copo como se tivesse encontrado um alienígena:— Maracujá, Alice? Você quer me dopar para eu não ver você colocando coentro no meu feijão? Eu conheço esse truque! Carlos, essa menina é perigosa!
No auge da confusão, quando a campainha tocou e Isadir gritou: "Deve ser a minha encomenda de Jequiti que mandei entregar aqui!", Carlos olhou para Alice e suspirou. — Ela é impossível — sussurrou ele.
— Carlos, meu filho, você vai mesmo queimar essa carne nesse fogo alto? No meu tempo, churrasco de verdade levava o dia todo. Mas claro, vocês jovens têm pressa de errar, né? — soltou ela, ajeitando os óculos.
Alice tentou intervir, oferecendo um suco natural:— Dona Isadir, experimente esse de maracujá, é para relaxar.
Gostaria que eu criasse um específico entre os personagens ou prefere uma história focada em um mico específico da Dona Isadir?